sábado, 6 de setembro de 2008

Curtas, curtíssimas, curtérrimas


A primeira: “Temos fobia a passarelas”


Por mais incrível que isso possa parecer. Existem fobias para tudo quanto é gosto e estilo: escuro, aranhas, sapos, gelatina de limão, palhaços, ciganos, etc. Aqui em Natal, descobriu-se uma fobia coletiva. Fobia de atravessar passarelas que cruzam avenidas. A noite isso se torna ainda mais assustador. Uns soam as mãos outros, parecem pastores segurando cajados de libertação, outros desfilam como se estivessem em uma corda bamba. Um assombro completo.
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A segunda: “Fui gringo por 30 segundos”

Caminhada descompromissada pela praia de Ponta Negra, Morro do Careca e afins. Sozinho a procura das meninas fasbianas. Camiseta do Chicago Bulls, pele tal qual um tomatinho de feira, sacola no ombro. O típico gringo de férias no litoral brasileiro. Um nativo pergunta:

- Hi, how are you.Do want a sun glass?

Resposta instintiva: No thank you.

- 10 dollars

Novamente: No thank you

Where you from? retruca o nativo vendedor de óculos de sol.

- I´m from United States.

É, foi a primeira coisa que me veio a mente. Sabe, camiseta do Chicago Bulls, nada mais adequado. Além do mais, causou surpresa o inglês do ambulante do Morro do Careca.
[Anton Roos]

Encontros casuais no Morro do Careca

Elétrica, insone. Assim tem sido meus dias desde que cheguei a capital dos natalenses. Não esperava tantas surpresas e coincidências. Ainda estava desolada por não conseguir participar da Oficina de Jornalismo em Revista e aprender um pouquinho com ninguém mais, ninguém menos que Rodrigo Manzano, Editor de Redação da Revista IMPRENSA, a qual sou assinante, e nem sequer ter tido a oportunidade de conhece-lo pessoalmente.

Tentaram me consolar de todas as formas, mas no fundo não parava de pensar em tudo que poderia ter aprendido se tivesse participando com o Anton da oficina de revista. Quis o destino que depois de uma boa caminhada pela praia de Ponta Negra, quando já estávamos mais carecas em saber que o Morro do Careca continua tão ou mais careca que o Anton esta, de repente, o próprio comenta:

- Sabe quem vem ali cara?

- Quem. Retruquei.

Pois para minha surpresa, era ele, de sunga e acompanhado de acordo com o relato do Anton, pelo design gráfico Ésper Leon, que o ajudará a ministrar a Oficina. Sem muito tempo para pensar, o Anton prontamente intermediou o tão aguardado encontro. Então, ali em meio aquela paisagem linda, por poucos minutos, nós três conversamos sobre o trabalho em revista.

Assim e parafraseando o Professor Pedro Bergamo. O “inesperado” acontece.
[Ana Lúcia Souza]

Na balada do congresso

Amizades, informações, alguns mitos decorrentes á adaptação em Natal, palestras, cursos o dia todo. Mas, nada de ficar em casa à noite que – diga-se de passagem – é apenas uma criancinha.

A chegada do Professor Ronei contagiou a turma. Descobrimos um lugar fantástico na mesma rua de agitos da noite anterior: o Taverna Pub. Em forma de um castelo medieval, internamente é decorado de forma medieval e com garçons vestidos como serviçais de tempos imemoriais de reis e rainhas.

Ao som de muita música brasileira, ritmo que predomina nas noites de quinta, tivemos a melhor noitada desde que chegamos ao Rio Grande do Norte. Isso sem contar o Prof. Ronei, animadíssimo e nos ensinando passos diferentes para dançar, cantando todas as músicas e demonstrando um repertório de danças dos mais variados.

Dica: Duas fotos da turma no site do Taverna Pub.





[Ana Lúcia Souza]

Da saga do chopp ao Rasta Pé

Na tentativa de encontrar diversão para nossa segunda noite em Natal, acabamos, quase por acaso, na praia onde conhecemos o fotográfo do Mostra Caixola. Era quarta-feira, e depois da abertura oficial do congresso a promessa era de festa com shows de samba de mesa e forró. Dali partimos em busca de aventura e consequentemente boas histórias para contarmos na volta pra casa.



O Anton já estava ficando chato de tanto falar que queria e precisava tomar um chopp. Rodamos a rua dos agitos de Natal, até que ele – enfim – conseguisse matar a sede de chopp, o que já tinha se tornado uma busca incansável de todas nós também.

Estavamos num dos pontos mais badalados da cidade e ponto de encontro dos congressistas do INTERCOM. Caímos no forró numa casa de shows chamada Rasta Pé. Pra quem não era adepto do ritmo como nosso colega gaúcho, e acabou entrando literalmente no clima, sem esquecer de certa pessoinha que “molhou a palavra”, literalmente.




Depois de muito “rasta pé” saímos de lá por volta das 2h da madrugada, exaustos, porém, satisfeitos e com baterias recarregadas para as jornadas de atividades da manhã que se aproximava.

[Ana Lúcia Souza]

Ampliando a "network"

Uma das coisas mais legais de eventos como o INTERCOM, além das oficinas, paletras e mesas de discussões é a possibilidade de se conhecer pessoas e fazer contatos com profissionais que já atuam na área jornalística e que podem nos passar um pouquinho da bagagem de experiências que possuem.

Na terça-feira pela manhã, eu, Ana e Simone, fomos a praia. Lá encontramos o fotográfo curitibano André Zielonka da PUC do Paraná. Na conversa que tivemos, ele disse que veio a Natal para apresentar um trabalho sobre “a busca de um novo sentido para o ver e o ouvir na construção audiofotográfica”.

Pegamos o mesmo ônibus que saia de Ponta Negra (a praia que estávamos) até o ponto de referência mais fácil para nos localizarmos (Via Praça). O trajeto de aproximados 20 minutos, rendeu um papo descontraído e muitíssimo proveitoso. Ao saber que éramos da Bahia, André demonstrou grande interesse, pois passou 10 anos fotografando pelo estado. Ele nos disse que conhece Barreiras.


Foi por causa da sacola azul do INTERCOM que conhecemos André. Quem diria, que conheceríamos um fotográfo profissional numa parada de ônibus de Natal?

Quem se interessar em conhecer mais o trabalho de André Zielonka, acesse os links logo ali no final deste texto. Lá é possível encontrar o diário da viagem à Natal e o ponto de vista dele sobre o INTERCOM, além de muitas fotos.

Projeto Mostra Caixola - Blog do profissional

André Zielonka website - Site oficial do fotografo

[Bruna Pires]

As irmãs

O local é o centro nervoso do agito natalense. O boteco, o Galo do Alto, o único nas imediações com chopp gelado e curiosamente de propriedade de um gaúcho, como dois dos nossos queridíssimos congressistas fasbianos. A noite está convidativa e sendo degustada com devoção.

Entre as lembranças dos colegas que permaneceram em Barreiras, as futilidades de uma mesa de bar, e os muitos aprendizados do INTERCOM, uma pérola devidamente lapidada para esse breviário: duas amigas, colegas de faculdade, dois anos de convivência, em Natal, a mais de 2.000 km de casa, descobrem-se “irmãs” graças ao “Natal”.

- Ninguém lembra do meu níver, só porque é perto do Natal. Diz uma com pesar.

- Engraçado, comigo acontece o mesmo. Você é de que dia? Dispara a outra, levemente comovida com o pesar da companheira.

- 23 de dezembro. A surpresa foi instantânea. Aninha começa a mexericar suas mãos e sem esconder a emoção da descoberta responde:

- O MEU TAMBÉM!

- Nossa, amiga estamos ligadas

A intensidade do brilho nos olhos de Bruna e Ana Lúcia aumenta. As pessoas das outras mesas percebem a euforia extrapolada pelas colegas. O papo cresce em entusiasmo.

- Mas o meu foi cesária.

- Ahhhhh! O meu também miga.

- Peraê. Eu nasci as seis da tarde, e você?

- Não acredito, EU TAMBÉM.

A noite estava ganha. Brindamos a descoberta, com a certeza que nem tudo que acontece em um congresso merece permanecer no congresso. Afinal, nascer às vésperas da principal festa do calendário ocidental pode não ser tão interessante, quanto descobrir uma “irmã” na cidade de Natal. Sem dúvidas, deve ser presente de “Papai Noel”.

[Thiara Reges e Anton Roos]

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Da localização da trupe e o primeiro dia oficial de congresso

Natal não assusta mais. O frio na barriga quando da chegada à cidade passou. Já conseguimos nos localizar com certa margem de segurança, o que garante algum conforto e tranqüilidade para realizar certas coisas, tipo ir a lugares – até ontem impossíveis - a qualquer hora, por exemplo.

Nosso esconderijo está localizado a aproximados 1 km e meio da UFRN. É possível irmos a pé até a faculdade sem que gastemos mais que 30 minutos. Estamos a três quarteirões da Avenida Senador Salgado Filho, principal da cidade e que liga Natal de um extremo a outro. Por questões óbvias se tornou nosso ponto de equilíbrio e de certa forma, de encontro.

A Lan House utilizada para manutenção do blog esta localizada ao lado do Hotel Residence. Daqui conseguimos avançar para onde nossos desejos “natalinos” permitirem, o que de certa forma tem nos facilitado um bocado.

O INTERCOM oficialmente começou hoje, 03 de setembro. Infelizmente, algumas oficinas foram adiadas, o que causou transtornos e remendos na formação dos grupos de cada atividade. Apesar da primeira impressão ter sido de despreparo e até certo ponto, desorganização, o saldo apesar dos pesares é – e será – positivo.

[Anton Roos]