segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A altivez de Juremir

Depois de tanto falar das festas, das trapalhadas dos encontros e etc, acho que agora é hora de abordar sobre o que vimos no INTERCOM em matéria de conteúdo jornalístico.

Na quarta-feira, dia 5, seria nossa primeira manhã de palestras, estávamos curiosas (eu, Simone e Ana) sobre o que seria discutido LIBERCOM, já que tínhamos escolhido aquela atividade por último na hora de fazer a inscrição por não sabermos direito do que se tratava.

A palestra debatia sobre temas livres em comunicação, sobretudo o dialogo de gerações, os professores convidados foram Marialva Barbosa da UFF e Juremir Machado da PUCRS.

Primeiro tivemos a explanação da profes
sora doutora Marialva, ela começou falando sobre o resgate do passado através do fazer jornalístico, salientando que o passado só se materializa no presente e que os meios de comunicação, principalmente a TV e o jornal servem como janelas misteriosas que mostram os acontecimentos importantes das gerações passadas. Marialva mostrou como exemplo cenas da mini-série JK da rede Globo.

Já o professor Juremir Machado contextualizou a década de 80, sobretudo o jornalismo cultural. Modéstia a parte a meu ver, e puxando o saco com certeza ele foi brilhante.

Com seu jeito discreto, feições franzinas e um ironismo procedente, o professor mostrou a outra face do jornalismo cultural, sobretudo as dificuldades de faze-lo na década de 80 e hoje ainda.

Juremir não poupou palavras na hora de criticar a editoria, disse em alto e bom som que “o jornalismo cultural é a lata de lixo dos jornais. É um poço de vaidades e só verve como agendamento de artistas”.

Para isso deu exemplos do que está acontecendo hoje, no que se refere à manipulação em busca de lucros, nos grandes jornais e até na literatura brasileira, nos livros biográficos como Chatô e a Biografia de Paulo Coelho feita por Fernando Morais.

Ao final o professor disse que para que o jornalismo tenha melhor qualidade daqui por diante é preciso amenizar a manipulação, fazer jornalismo mais subjetivo e mais voltado para o nacional ao invés de regionalizar tanto, a exemplo dessa regionalização mostrou a influencia de interesses regionais em coberturas esportivas.

Acredito que se eu tivesse que apresentar o trabalho sobre a editoria de cultura, da matéria de jornalismo especializado, sairia muito melhor pois Juremir falou sobre coisas as quais talvês eu não soubesse tão sedo....

OBS: Na biblioteca da FASB tem um livro de Juremir Machado, “ A miséria do jornalismo brasileiro (2000)”, quem tiver interessado em saber e quiser ler um pouco do que aprendemos com ele.


[Bruna Pires]

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