terça-feira, 2 de setembro de 2008

Meio dia às nove e meia



Ladeira. Ônibus parado. “Quinze minutos” avisa o motorista. É tempo dos cinco fasbianos metidos nessa louca aventura, finalmente, conversarem sobre a viagem e o tudo que pode acontecer nos dias de congresso na capital potiguar.

Olho no relógio. Nove e meia da manhã. Novo olhar, não é possível. A madrugada de Barreiras parece tão distante, um sonho bom, apesar da sensação de torpor abaixo da nuca. Era o almoço que esperavamos. Na falta de, muita água para recarregar as energias.




Foto: Ana Lúcia


Seabra, o calor é fatigante. Ana Lúcia anuncia: a fronha do travesseiro é igual a minha. Como? Sim, a fronha do travesseiro é igual a minha. Com os ouvidos mezzo embaralhados pelo zunido do ônibus, retrucamos: Você babou na fronha do travesseiro ao seu lado?

Não, não. A fronha do travesseiro é igual a minha, repete Ana. Bingo. Primeira coincidência. Poltronas 15 e 16. Mesmas fronhas de travesseiro. E olha que eram apenas nove e meia da manhã do primeiro dia, e ainda estávamos na Bahia de todos os santos e casos, e acasos.




[Anton Roos]

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