Quando Santos chegou tínhamos acabado de jantar, ou quase isso. O badalar das dez da noite de segunda-feira estava próximo, e a ponte entre Juazeiro e Petrolina fazia parte do passado. A opção alimentar daquela parada, passou longe de ter sido a melhor escolha. Misto quente. Todavia, foi a melhor alternativa a fim de se evitar uma senhora pratada de arroz com feijão.Juazeiro e Petrolina são vizinhas. Uma pertence a Bahia outra à Pernambuco, porém nada as impede de trocarem figurinhas vez ou outra, obra de seus moradores e filhos. Segundo o burburinho dos passageiros do Planaltão: Goiânia – Natal, serviu de inspiração para Luis Gonzaga em uma de suas canções.
Para nós, estafados de um dia inteiro rolando a poupança de um lado a outro, a Bahia fazia parte de uma estatística, tipo, passamos por aqui e daqui pra frente é Paraíba e Rio Grande do Norte. Para Santos, também, ossos do ofício. Conduzir os passageiros do ônibus até Pombal/PB.
Do tipo brincalhão, Santos entrou no ônibus com o intuito de ganhar de cara aqueles que conduzia. Conseguiu. Fez piadinha, caretas e transformou, por instantes, a longa noite de travessia pela “rota da maconha” em Pernambuco, algo no mínimo incomum.
Cá estamos, sãos, salvos e com as caretas do Santos na memória.
[Anton Roos]
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